Ano Pastoral  2003 / 2004

A  Comunidade Paroquial vive da Eucaristia

Reflexão para o Verão

A Eucaristia é o Coração de Domingo

 

O tempo dado a Cristo, nunca é tempo perdido, mas tempo conquistado para a profunda humanização das nossas relações e da nossa vida.

(in O Dia do Senhor (nº7)

36. Por isso, desejo insistir, na linha do que disse na Carta apostólica Dies Domini, em que a participação na Eucaristia seja verdadeiramente, para cada baptizado, o coração do domingo: um compromisso irrenunciável, abraçado não só para obedecer a um preceito mas como necessidade para uma vida cristã verdadeiramente consciente e coerente.

(in No início do novo milénio)

Como o povo aprendeu a dizer “não há domingo sem Missa”, um cristão, uma cristã, não pode, não deve faltar a ela, a não ser por motivos graves, sobretudo de saúde, ou por impossibilidade total. A Eucaristia é o centro do Domingo, pois é à volta da mesa sagrada, que fazemos Festa, que Jesus Se torna presente, que somos família cristã a celebrar os mistérios do amor de Deus. A Eucaristia que faz a Igreja, vai fazendo a unidade e a comunhão da família, da paróquia, a comunhão de muitos num só Corpo. Todos comungamos o mesmo Corpo para formar um só Corpo Místico. E é no Dia do Senhor, no Domingo, que a família, que a paróquia se tornam mais unidas pelo poder sagrado do alimento salvador, pela força do sacramento e do sacrifício. E a alegria e a força da Ressurreição, celebrada no Domingo, dum modo mais solene, participativo e consciente, invadirão as nossas vidas, os nossos seres, tudo o que somos e temos. Não podemos começar a raciocinar, como muitos já o fazem, que basta ir à Eucaristia um dia de semana, caso no Domingo, por razões sem valor e sem peso, sem motivo sério, faltarmos. Claro que a Missa á semana é dom e graça e, se podermos, também devemos ir, mas não nos dispensa da Missa Dominical, exactamente por ser o Dia do Senhor, o dia da Comunidade, o dia da Festa, e dia em que cumprimos o preceito da igreja nossa Mãe. Não devemos deixar a participação dominical. Façamos dela, com alegria e fé, a nossa Festa.

(in Padre Dário pedroso in “Domingo: Dia da Celebração Eucarística”. – Voz de Fátima 13-11-2003)

72. A Eucaristia é acontecimento e projecto de fraternidade. Da Missa dominical parte uma onda de caridade destinada a estender-se a toda a vida dos fiéis, começando por animar o próprio modo de viver o resto do domingo. Se este é dia de alegria, é preciso que o cristão mostre, com as suas atitudes concretas, que não se pode ser feliz «sozinho». Ele olha em seu redor, para descobrir as pessoas que possam ter necessidade da sua solidariedade.

(in O dia do Senhor)

15. Na verdade, a vida inteira do homem e todo o seu tempo, devem ser vividos como louvor e agradecimento ao Seu criador. Mas a relação do homem com Deus necessita também de momentos explicitamente de oração, nos quais a relação se torna diálogo intenso, envolvendo toda a dimensão da pessoa. O «dia do Senhor» é, por excelência, o dia desta relação, no qual o homem eleva a deus o seu canto, tornando-se eco da criação inteira.

(in O dia do Senhor)

E, no contexto histórico actual, permanece a obrigação de batalhar para que todos possam conhecer a liberdade, a calma e o descanso necessários à sua dignidade de homens, com as consequentes exigências religiosas, familiares, culturais, interpessoais, que dificilmente podem ser satisfeitas, se não ficar salvaguardado pelo menos um dia semanal para gozarem juntos da possibilidade de repousar e fazer festa. Obviamente, esse direito do trabalhador ao descanso pressupõe o seu direito ao trabalho, pelo que, ao reflectirmos sobre esta problemática ligada à concepção cristã do domingo, não podemos deixar de recordar, com sentida solidariedade, a situação penosa de tantos homens e mulheres que, por falta de um emprego, se vêem constrangidas à inactividade mesmo nos dias de trabalho.

(in O Dia do Senhor nº 66 )

67. Graças ao descanso dominical, as preocupações e afazeres quotidianos podem reencontrar a sua justa dimensão: as coisas materiais, pelas quais nos afadigamos, dão lugar aos valores do espírito; as pessoas com quem vivemos, recuperam, no encontro e diálogo mas tranquilo, a sua verdadeira fisionomia. As próprias belezas da natureza – frequentemente malbaratadas por uma lógica de domínio, que se volta contra o homem – podem ser profundamente descobertas e apreciadas. Assim o domingo, dia de paz do homem com Deus, consigo mesmo e com os seus semelhantes, torna-se também ocasião em que o homem é convidado a lançar um olhar regenerado sobre as maravilhas da natureza, deixando-se envolver pela estupenda e misteriosa harmonia que, como diz S. Ambrósio, por uma «lei inviolável de concórdia e de amor», liga os diversos elementos do universo num «vínculo de união e de paz». Os cristãos têm obrigação de consciência de organizar o descanso dominical de forma que lhes seja possível participar na Eucaristia, abstendo-se dos trabalhos e negócios incompatíveis com a santificação do dia do Senhor, com a sua alegria própria e com o necessário repouso do espírito e do corpo.

68. Uma vez que o descanso, para não se tornar vazio nem fonte de tédio, deve gerar enriquecimento espiritual, maior liberdade, possibilidade de contemplação e comunhão fraterna, os fiéis devem escolher, de entre os meio da cultura humana e as diversões que a sociedade proporciona, aqueles que estejam mais de acordo com a vida segundo os preceitos do Evangelho.

(in O Dia do Senhor)

Como dia de descanso, o domingo apela para uma pastoral dos tempos livres. São eles os passos de liberdade e excelentes oportunidades para afirmação e cultivo de valores pessoais e comunitários; mas também ocasião de perigos sérios de ordem moral e social, se mal aproveitados. Uma iniciação ao bom uso dos tempos livres faz parte da educação do homem moderno, a que as comunidades cristãs devem dar precioso contributo promovendo iniciativas que visem especialmente as crianças, os jovens, as famílias e as pessoas socialmente pouco integradas.

( “O Domingo numa Sociedade em Mudança”, Conferência Episcopal Portuguesa, 1993 nº12)

6) que, ainda nesta linha do “mandamento novo”, o domingo seja o dia da consolidação e aprofundamento dos laços de caridade fraterna que devem unir as famílias, as paroquias, a diocese e a Igreja universal, reflectindo-se na paz do país e do mundo;

7) que, finalmente, o dia do Senhor Jesus e do Espírito Santo desperte nos fiéis o sentido da missão recebida no Baptismo e Confirmação de levarem a mensagem evangélica a todas as criaturas e de construírem um mundo mais verdadeiro, justo e fraterno. Numa palavra, que o domingo seja o dia em que a Igreja se afirme, se edifique e se projecte.

(“O Domingo numa Sociedade em Mudança”, Conferência Episcopal Portuguesa, 1993 nº35)

O Domingo poderia ser, pelo menos, como dia do Senhor, o dia em que a família e cada membro dela, aprofundaria o conteúdo dos textos da Eucaristia, partilharia as dificuldades, as riquezas desses textos ou da homília que ouviram. Já era algo importante, ter uma troca de impressões sobre a palavra de Deus desse dia, os seus ensinamentos, as suas interpelações. Mastigar, com o “coração”, a Palavra que é fonte de vida, de fé, de santidade. E todos precisamos de aprender muitas coisas, de saber mais, de aprofundar o que aprendemos já há muito tempo mas que esta esquecido ou sobre o qual já se escreveu mais, se desenvolveram temas e conhecimentos. Precisamos duma formação permanente que nos ajude a estar mais actualizados, mais preparados para a evangelização, para a discussão com outras pessoas, para ajudar outros a crescer, a tirar as suas dúvidas, etc. Se não lemos e não estudamos mais, podemos ficar raquíticos, sem conhecimentos ate para ajudar mais outros, começando pelos filhos, pelos familiares. Não podemos fomentar a ignorância por preguiça, comodismo, etc. Se há tempo para conversar, para a televisão, para outras coisas, também precisamos dedicar algum à nossa formação e o Domingo, dia mais sereno e mais calmo, pode ser um dia ideal para a nossa formação pessoal.

(Pe. Dário Pedroso in “Domingo: Dia da Formação”, Voz de Fátima, 2003)

Cada dia pode a minha fé reconhecer no pão e no vinho consagrados aquele Viandante divino que um dia se pôs a caminho com os dois discípulos de Emaús para abrir-lhes os olhos à luz e o coração á esperança (cf. Lc 24, 13-35).

Deixai, meus queridos irmãos e irmãs, que dê com íntima emoção, em companhia e para conforto da vossa fé, o meu testemunho de fé na Eucaristia:

«Ave, verum corpus natum de Maria Virgine, / vere passum, immolatum, in cruce pró homine!» Eis aqui o tesouro da Igreja, o coração do mundo, o penhor da meta pela qual mesmo inconscientemente, suspira todo o homem.

(João Paulo II in “ A Igreja Vive da Eucaristia, 2003, nº59”)

Compromisso

Que eu viva a Eucaristia em festa
e participe com alegria
neste encontro com Jesus Ressuscitado
todos os Domingos em qualquer lugar onde me encontre

 

Oração

«Bom pastor, pão da verdade

  Tende de nós piedade,

  Conservai-nos na unidade,

  Extingui a nossa orfandade

  E conduzi-nos ao Pai.

  Aos mortais dando comida

  Dais também o pão da vida:

  Que a família assim nutrida

  Seja um dia reunida

  Aos convivas lá do Céu»

  (de S. Tomás de Aquino)

 

Cântico

Eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos. Aleluia